O maior mito sobre Nova York e o que mudou na cidade depois da Copa, segundo a CEO do NYC Tourism

Nova York recebeu oito partidas da Copa do Mundo de Clubes da FIFA ao longo de 37 dias e viu milhares de torcedores de diferentes países transformarem a cidade em um verdadeiro palco para o futebol. Entre eles, os brasileiros protagonizaram um dos momentos mais marcantes do torneio ao tomarem conta da Times Square. Hoje, o Brasil segue entre os cinco maiores mercados internacionais para Nova York, reforçando a forte conexão entre o destino e os viajantes brasileiros.

Mas, para Julie Coker, presidente e CEO do NYC Tourism + Conventions, o maior legado do evento vai muito além dos números. Em entrevista exclusiva, ela falou sobre o impacto da Copa na cidade, explicou por que os brasileiros continuam tão importantes para o turismo local e revelou qual considera ser o maior mito sobre visitar Nova York.

O maior mito sobre Nova York

Se existe uma ideia que Julie gostaria de desmistificar, é a de que Nova York é um destino apenas para quem tem muito dinheiro.

Segundo ela, esse é um dos maiores equívocos sobre a cidade.

“Você pode viver Nova York com qualquer orçamento.”

A CEO explica que o destino oferece experiências para todos os perfis de viajantes. Quem busca luxo encontra hotéis renomados, restaurantes premiados e espetáculos da Broadway. Mas também é possível aproveitar a cidade gastando pouco, caminhando pelo Central Park, explorando bairros cheios de personalidade, visitando atrações gratuitas, passeando pela Times Square ou fazendo uma refeição em um food truck e experimentando a tradicional pizza em fatia.

Para Julie, essa variedade é justamente o que torna Nova York tão democrática.

O que mudou depois da Copa?

Embora Nova York já tenha tradição em receber grandes eventos internacionais, como o US Open, a Maratona de Nova York e o Super Bowl, Julie acredita que a Copa trouxe um legado diferente.

Segundo ela, o maior impacto foi cultural.

“A paixão dos visitantes internacionais pelo futebol é contagiante.”

Para a CEO, acompanhar torcedores de diferentes países celebrando juntos fez com que muitos americanos passassem a olhar o futebol com outros olhos. O esporte, que já vinha crescendo nos Estados Unidos, ganhou ainda mais visibilidade e conquistou novos admiradores.

Outro momento que ficou marcado foi a ocupação dos espaços públicos durante o torneio. As ativações espalhadas pela cidade, os bares, restaurantes e praças reuniram moradores e turistas em um clima de celebração que se espalhou por Manhattan, Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island.

Uma verdadeira história de amor com os brasileiros

Quando perguntei sobre o motivo de os brasileiros continuarem entre os principais visitantes internacionais de Nova York, Julie não hesitou.

“Existe uma verdadeira história de amor entre o Brasil e Nova York.”

Para ela, essa conexão acontece porque a cidade entrega exatamente aquilo que promete: cultura, gastronomia, compras, entretenimento, vida noturna e experiências que se renovam o tempo todo.

Segundo Julie, não importa se é a primeira ou a décima visita: sempre existe um restaurante novo para conhecer, um bairro diferente para explorar ou uma experiência inesperada esperando pelo visitante.

As dicas da CEO para quem quer conhecer uma Nova York diferente

Além dos clássicos cartões-postais, Julie recomenda que os brasileiros aproveitem para explorar outros bairros da cidade.

Ela destaca especialmente Queens, que se consolidou como um destino com excelentes restaurantes, hotéis e atrações próprias, além de Staten Island, conhecida pelos restaurantes italianos e por oferecer uma experiência diferente da Manhattan tradicional.

Outra recomendação é visitar pelo menos um dos cinco observatórios da cidade. Segundo ela, admirar Nova York do alto ajuda o visitante a entender a dimensão da cidade e até inspira os próximos passeios.

Nova York continua surpreendendo

Ao final da conversa, ficou claro que o maior diferencial de Nova York talvez seja justamente sua capacidade de se reinventar.

A cidade continua vibrante durante os 12 meses do ano, oferece experiências para todos os perfis de viajantes e prova que não é preciso um orçamento milionário para viver momentos inesquecíveis.

E talvez esse seja o maior ensinamento da entrevista com Julie Coker: mais do que um destino, Nova York é uma cidade onde sempre existe algo novo para descobrir,  independentemente de quantas vezes você já tenha estado lá.

Veja mais aqui.

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