Mais uma edição do Jazzmasters para 36 emissoras espalhadas pelo Brasil e Exterior. E abrimos com John Legend e Daylight, single do álbum Muse, a ser lançado em 23 de outubro de 2026. Produzido em parceria exclusiva com Pharrell Williams, marca nova fase na carreira de Legend: depois de consolidar nome e prêmios, busca som renovado inspirado em Nina Simone, Marvin Gaye e Nat King Cole, com estética que descreve como “cinematográfica”. É parceria que faz sentido: dois nomes grandes decidindo não repetir o que já fizeram.

Segue Bangs & Talbot com Jo Elle em Keep Love Movin’ On, faixa do álbum Smokin’ Aces, lançado em 23 de janeiro de 2026. Chris Bangs, que ajudou a cunhar o termo “acid jazz”, e Mick Talbot, tecladista do The Style Council, voltam com trabalho gravado quase inteiro em estúdios caseiros, trocando ideias por mensagem e contando com músicos de quatro continentes. Resultado é pegada de banda ao vivo, andamento médio, teclados que lembram a era clássica e voz de Jo Elle que conduz sem forçar. Fecha o bloco Roberta Flack & Donny Hathaway em Where Is the Love (Ben Liebrand Radio Rework). Original de 1972, clássico gravado por duas vozes que definiram a delicadeza com força. Ben Liebrand, DJ e produtor holandês pioneiro em retoques nos anos 80, manteve letra, vozes e essência. Não reinventou; cuidou para que mais gente ouça.

Mudamos de energia com Amahla e Sticky, lançado em 2026. Cantora de Hackney, família jamaicana-guianense, cresceu ouvindo Motown, reggae, Nina Simone e Stevie Wonder. A faixa construída sobre linha de baixo marcante, traz elementos de jazz e scat, além de influência de dança latina. Produção de WAVSDNTDIE: bateria leve, teclados discretos. Segue Nubiyan Twist com Eniola em Sunlight, faixa do álbum Chasing Shadows, de 2026. Banda britânica mistura jazz, afrobeat, hip-hop e eletrônico, gravada com instrumentos reais. Eniola, vocalista recém-formada no Trinity Laban Conservatoire, entrega a melodia com clareza e presença. O álbum traz convidados como Fatoumata Diawara, Patrice Rushen e Bootie Brown, todos trabalhando em conjunto. Fecha o bloco Jill Scott com Anthony Hamilton em So in Love, lançado em 2011 no álbum The Light of the Sun. Gravada após quatro anos de pausa e mudança de gravadora, com produção própria e de JR Hutson. Jill entrou em estúdio sem letras prontas, reuniu músicos incluindo Adam Blackstone no baixo e Randy Bowland na guitarra, e improvisou as frases ao vivo. A conversa vocal entre ela e Anthony Hamilton soa natural, sem forçar doçura. É neo-soul puro.

Entramos em nova safra com Jalen Ngonda e Mr. Train Conductor, do álbum Doctrine of Love, de 2026. Lançado pela Daptone, onde se tornou uma das estrelas principais. Cresceu ouvindo Motown e absorveu a lição. O novo trabalho expande com metais e coros de influência gospel, mantendo pegada crua e envolvente. Segue Brooke Combe e Love Was Made of Stone. Cantora escocesa de Dalkeith, criada ouvindo Motown, com influências que vão de Leon Bridges a RAYE. Gravada em Liverpool com James Skelly na produção convertendo raízes clássicas em linguagem própria, sem forçar. Fecha o bloco Bobby Saint e It’s All Good, do álbum Standing Out, outra novidade de 2026. Nascido em Barbados, mistura soul, funk e pop com otimismo que não cansa. Inspirado em Prince, Marvin Gaye e Bob Marley, constrói canção com melodia forte, andamento leve e mensagem positiva.

E o programa avança com Soul Prophet e Kelly-Anne em Apple Tree (Jason Eli Remix), lançado em 2026. Original de Erykah Badu, do álbum Baduizm, de 1997. Soul Prophet, artista de 23 anos de Michigan, reinterpreta com elementos de disco e neo-soul; Jason Eli reajusta para pista, mantendo a linha de baixo marcante e a letra sobre raízes e crescimento. Kelly-Anne, cantora do norte da Inglaterra com formação gospel, entrega com clareza e força. Respeita o original mas dá brilho novo. Segue beatsbyhand com Rona Ray em Say Yes (Jimpster Remix), lançado em 2026. Original de Floetry, do álbum Floetic, de 2002. Beatsbyhand é o produtor sul-africano Hein Bosman; Rona Ray é a cantora nascida em Kaliningrado. Jimpster, produtor britânico acelera o andamento, reforça a batida e transforma faixa de neo-soul em hino de house. Encerra o programa Tony Black com Nadyne Rush e Jacob A em Sexy Lady (Original Mix), lançado em 2024 pela Goody Music Production. Faixa que cruza disco, funk e house com linha de baixo que fica na cabeça na primeira audição. Nadyne Rush entrega tudo, Jacob A complementa a produção italiana que lembra os melhores tempos da pista. Como deve ser.
Ainda não ouviu? Ouça o Jazzmasters aqui.
Criada em Dalkeith, nos arredores de Edimburgo, Brooke Combe cresceu imersa na Motown e na soul music, e cita uma ampla gama de influências, incluindo Leon Bridges, Michael Kiwanuka e Raye, bem como Jalen N’gonda e Jungle. Essa mistura eclética moldou seu álbum de estreia, Dancing At The Edge Of The World e este novo Standing Out. Combe é hoje uma das principais vozes da nova onda do Northern Soul.
Confira: Brooke Combe