dimitri from paris

DJ Modell e DJ Aramar Apontam Dimitri From Paris Entre Os Preferidos Nos Sets De Final De Ano

Estes dois sets mixados por DJ Modell e DJ Aramar para o Jazzmasters são aulas práticas de como a música de pista pode ser elegante, com um passeio entre disco, house clássico, soul brasileiro e edits de respeito, onde cada música conversa com a seguinte como se fosse parte de uma mesma história.

Foto: DJ Modell

Nosso DJ Modell por exemplo, sabe que o charme está na escolha, no timing e na memória afetiva e isso ele entende bem. A seleção começa ancorada na força de Marina Lima em versão club com ‘Fullgás’ ganhando novos contornos. Em seguida, o encontro de gerações e continentes: Nile Rodgers empresta sua guitarra imortal para um hino moderno de pista, remixado com classe francesa por Dimitri From Paris. O clima segue orgânico com o groove vintage do The Coney Island Rhythm Band. Na sequência, o mix entra de vez no território do house adulto, bem produzido e cheio de referências. Mirko & Meex trazem o espírito do “do your thing” em versão estendida, feita para DJs que gostam de deixar a música respirar. Antonello Ferrari, Sulene Fleming e Michael Gray elevam o discurso com um remix que conecta soul, house e mensagem positiva. A releitura de ‘Somebody Else’s Guy’ surge como elo perfeito entre o funk original dos anos 80 e a linguagem house contemporânea, provando que bons refrões são eternos.

O encerramento é pura celebração da cultura dance. ‘I’m Every Woman’ aparece em versão house clássica, respeitosa e funcional. E o gran finale vem com Sylvester, em um remix atualizado de ‘You Make Me Feel (Mighty Real)’, reafirmando o caráter libertário, inclusivo e explosivo da disco music. No conjunto, o mix do DJ Modell é potente e com liberdade pura, exatamente como o Jazzmasters sempre soube fazer.

Foto: DJ Aramar

No segundo set, o mix do DJ Aramar funciona como uma linha do tempo afetiva da dance music. É uma seleção que respeita a história, mas soa absolutamente atual, costurada por versões groove sem trair a essência original. A abertura com West End e Sybil revisita um clássico do Philly Soul sob a ótica da house noventista, em seguida, Soulsearcher ganha musculatura nas mãos de Dr. Packer, com baixo mais presente e balanço funkeado. O remix de Gigamesh para Michael Jackson preserva o espírito luminoso de ‘Off The Wall’, mas traduz o groove para a linguagem nu-disco, elegante, sem jamais competir com o carisma do original. Carrie Lucas surge logo depois como uma joia do boogie feminino, lapidada por um edit que realça o swing e a sensualidade dos arranjos.

Na sequência, ‘Young Hearts Run Free’ reaparece como um manifesto atemporal de liberdade, agora em versão house com Hannah Jones entregando emoção e potência de pista. O clássico coletivo ‘If You Could Read My Mind’ entra como momento de euforia total, unindo vozes icônicas e produção grandiosa, típica da era de ouro da house comercial, com refrão irresistível e clima de celebração. E fechando, Dimitri From Paris (olha ele de novo) coloca seu selo de sofisticação em ‘Found Love’, transformando a faixa em um exercício de classe disco-house.

Aramar constrói envolvimento, celebrando a herança da música negra de pista com respeito, elegância e um profundo entendimento de groove.

É programa de Réveillon, de final e começo de ano para você escutar a todo momento, em qualquer lugar. Divirta-se e excelente 2026 de toda nossa equipe.

Ainda não ouviu? Ouça o Jazzmasters aqui.

Fullgás é um dos maiores clássicos da música brasileira, composta em 1984, por Marina e seu irmão, saudoso Antônio Cícero. A linha de baixo da canção, executada por Liminha, (que aparece no vídeo) foi inspirada em ‘Billie Jean’ de Michael Jackson.

Nada como terminar e começar o ano com um pé na memória da nossa história e o outro na pista.

Assista ‘Fullgás’ em acústico:

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