Liv East

Fusão Doce De House, NeoSoul E R&B. Liv East Merece Ser Ouvida

Começamos o Jazzmasters nesta edição 1259, imaginando Phyllis Hyman dançando nas nuvens com essa releitura elegante do seu hino setentista. Jay Caruzo e a vocalista Phie Claire transformam a balada soul original em uma pérola nu disco que brilha sob a luz da Pina Colada Records. Os pais de ‘Ain’t No Stoppin’ Us Now’ ganham uma homenagem moderna com groove old school. Lup Ino, um italiano com alma da Filadélfia mantém o DNA Disco enquanto injeta um frescor digno das pistas de hoje. Depois, nosso mestre programador Chico Aleixo injeta Van McCoy, que inventou um hit num estúdio de Nova York vendo a galera dançar ‘The Hustle’. Décadas depois, o groove ainda resiste à gravidade, ganhando remix sem perder o suingue e a presença do batera-lenda Steve Gadd.

Foto: Thommy Davis

O segundo bloco do programa vem com um hino aos sábados. Oliver Cheatham fez o que pouca gente conseguiu: juntar charme, groove e melodia num pacote atemporal. A versão remasterizada vem com brilho único e ainda soa como convite irrecusável pra pista. Os O’Jays na sequência chegam com seu espírito e sua música num remake com essa turma de Baltimore, diga-se Thommy Davis, mantendo a vibe deste clássico soul. House com sentimento, vozes suingadas e bela produção. E para terminar o primeiro set, vamos consultar os astros, lembrando que Roberta Kelly já fazia o zodíaco balançar os corpos. Produzida por Giorgio Moroder nos tempos em que Disco era sinônimo de delírio, essa faixa é astral em forma de beat.

Foto: Sio

Para abrir o segundo set, vem Sade, que nunca precisa de muito pra dizer tudo. Mr. Jools entendeu o recado e só tocou leve no arranjo. Resultado: uma reedição respeitosa, íntima e perfeita pra noites onde o amor vale muito. Quando o neo-soul encontra o house, nasce Liv East. Da nova geração londrina, ela entrega uma faixa que é quase um mantra: elegante, emotiva, e pronta pra virar trilha sonora de quem acredita que amor também se manifesta na pista. Pra semana dos namorados, mais que perfeita. Depois, o Reino Unido se encontra com a África do Sul nesse soul house elevado à potência do bem-estar. Sio canta com entrega rara, enquanto WheelUP demonstra como esse encontro entre os dois surtiu um efeito maravilhoso.

Foto: Monophonics

E partindo para o final no clima “jazzmasteriano” apresentamos Sextones. com ‘Without You’, uma explosão de metais e vocais vintage que parecem ter saído direto de uma sessão analógica dos anos 70. Seguindo no groove pesado, vem a produção psicodélica de ‘Chances’ do Monophonics: soul de aragem com orquestra no bolso e uma bateria que faria James Brown pedir bis. Kelly Finnigan é a cereja neste bolo que já nasceu clássico. E falando em modernidade do Soul, porque não falarmos de quem pavimentou essa estrada toda? Quase esquecidas pela história, as Minits são a prova de que o bom soul não tem prazo de validade — só precisa de quem o reencontre. Essa faixa é joia perdida que volta à tona com ritmo e aquele sotaque doce que só Memphis sabia embalar.

Ainda não ouviu?? Ouça o Jazzmasters aqui.

Monophonics ao vivo. ‘Chances’ é a música que apresentamos no programa e aqui, com Kelly Finnegan nos vocais:

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