AJ Lewis

Natal Jazzmasters Tem Pista E Clássicos Revisitados. Um Dos Destaques é AJ Lewis

Nesta edição especial de Natal elegante e cheia de groove o Jazzmasters veste seu terno branco de festa e abre as portas para uma noite que combina sofisticação, romance, pista iluminada e aquele calor que só a música boa desperta no fim do ano. Saímos do jingle bells tradicional como sempre e partimos para uma viagem estilosa que começa no modern soul, passa pelo House cosmopolita da Europa, mergulha no Soulful e no Afro-House, reencontra clássicos revisados com esmero e fecha com festa, deixando o nosso ouvinte embalado, dançando, sorrindo e agradecido. Um programa que prova, mais uma vez, que tradição e modernidade podem brindar juntas — e que Jay Caruso, em especial, entrega um dos momentos mais quentes e bem resolvidos desta edição.

Foto: Alexandra Prince

Abrimos com um trio de músicas que já estabelecem o clima radiante da edição: Dave & Maurissa trazem aquele “soul vitaminado” que parece projetado para manhãs ensolaradas no litoral. A vibe é de celebração íntima, reforçada pela interpretação quente de Maurissa e pelos teclados que acendem a pista sem pressa. Em seguida, Martina Budde moderniza o cosmopolitismo da Disco nova-iorquina, mas com precisão alemã, transformando um clássico em Funky House elegante; e Mark Lower, ao lado da sempre poderosa Alexandra Prince, assina um momento de puro hedonismo dançante, onde o baixo “slap” francês e os vocais sedosos criam uma miragem de verão permanente. Um início que já diz a que veio: groove, classe e zero exagero.

Foto: Bronte Shande

Da quarta à sexta música, o programa entra num território mais emotivo e sofisticado, onde Fleur de Mur e Georges entregam aquele romance de final de tarde com clima parisiense — tudo muito bem equilibrado entre nostalgia e modernidade. Ezel, Laroye e Bronte Shande elevam o astral com uma produção espiritualizada, cheia de camadas e calor humano. Mas o grande destaque desse bloco, e talvez de toda a edição, é Jay Caruso, que assume um dos clássicos mais intimidantes da música romântica e não só respeita o legado, como o renova com personalidade. Sua versão para Feel Like Makin’ Love escapa da armadilha da reverência excessiva e nasce com vida própria: íntima, madura, sensual — com uma batida contemporânea que abraça a voz calorosa de AJ Lewis. Um daqueles instantes que fazem o ouvinte parar, respirar e sorrir: música feita com alma e inteligência.

Foto: Tania Michelle Smith

Do sétimo ao nono título, entramos na zona nobre do R&B e do Disco revitalizado. Mike Di Lorenzo, com Anna Moore, oferece uma pausa elegante, cheia de harmonia refinada e piano de mestre. Change surge impecável, provando que o disco-funk europeu dos anos 80 permanece atual quando feito com talento e rigor — e Tanya Michelle Smith carrega a tocha com categoria. E Oliver Cheatham chega repaginado com o toque certeiro do Disko Junkie, que dá musculatura moderna a um hino que já nasceu eterno. É o trecho mais dançante e “clássico contemporâneo” da edição, onde tradição e remix conversam de igual para igual.

Foto: Diana Ross

O programa então entra em sua reta final com três faixas que funcionam como um verdadeiro bis de pista. The Players Association ganha nova vida pelas mãos de JKriv, ampliando breaks e deixando os arranjos respirarem como se fosse uma jam instrumental em estúdio. Diana Ross explode em celebração máxima com um edit que honra Chic sem perder o brilho da voz inconfundível de Miss Ross. E, para fechar, Andy Graig e DJ Bunnynotbonnie transformam Jocelyn Brown em um hino House, daqueles que encerram o set levantando braços, sorrisos e boas vibrações.

Uma edição que começa com o brilho do Soul moderno, passa pela sedução do groove europeu, pela intensidade espiritual do Afro-House e aterrissa na pista com brilho Disco. Tudo costurado com bom gosto, frescor e a assinatura Jazzmasters para o Natal, quente, elegante e inesquecível.

Ainda não ouviu? Ouça o Jazzmasters aqui.

Fleur De Mur é uma cantora e compositora que transita entre o Pop e a eletrônica, enquanto Georges é um produtor francês que domina a estética Lo-Fi e Disco-House. “One Last Kiss” tem produção, com sintetizadores vintage e guitarras inspiradas no Chic. Uma delícia.

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